Por que sofremos?

Nem sempre mas às vezes, por que não tudo de um vez? Pois para está triste bastar ter uma decorrente alegria, é tão estranho, me sentia tão bem hoje ao acordar, com preguiça mas bem, agora estou com medo, angústia e infelicidade. A culpa é minha? Ou das pessoas que convivem comigo?

Sempre me questiono sobre essa dor que eu sinto no peito, não é amor! Sei muito bem o que é, quando eu penso em algo eu sinto ele apertar, ando muito preocupado e acho que estou deixando me levar pelo entusiasmo, não consigo mais disfarçar esse momento tão cruel, sim cruel! Pois assim eu sacrifício todas as risadas que poderia está dando, mas creio em mim que estou nesse momento às matando, lentamente, é essa dor que me aperta e deixa marcas em meu peito é o pavor que eu criei desde cedo, hoje um monstro enorme dentro de mim! Não consigo mais controlar, ele é forte e sábio, me ataca nas horas que eu me sinto mais fraco, não irei acabar com demônio, pois ele já faz parte de mim, se eu o destruí, irei junto. Só peço que não grite ou me machuque, que deite comigo, me abrace e digas que irás se acalmar e dormir, calmo e tranquilo eu e ele vamos fechar os olhos, lentamente.

O monstro nem sempre é ruim, ele me ajudou diversas vezes a ter certeza de que eu quero continuar a viver, eu lhe chamo de monstro, pois chamá-lo de depressão é um suicídio, não quero pensar nesse tipo de monstro, quero alimentar e dá espaço ao que vive em mim, se um dia ele morrer, ficarei grato por sua vivência e lutarei ao nome dele por sua bravura, entrarei nessa guerra com espadas e machados, se eu sangrar monstro, não chores, pois você me ensinou a conviver com a dor, estou muito mais forte agora, veja, estou me sentindo melhor. Não complementamente, mas tive coragem de pegar a espada e o machado, estou de pé monstro, sinto-me forte, se eu chorar não é por fraqueza, e uma forma de agradecimento, por você está comigo até depois de sua partida, com dor, tristeza, carinho e amor para você.

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Medo

Pense por sí

Já parou para pensar, ou simplesmente parou?

Analisou sua arrogância?

Seu desespero em ser notado?

Sua incapacidade de ser humilde?

Estranho!

Estranho à e ao fato de você ser esse monstro

Ninguém te respeita com dignidade

Ninguém o quer ver todas as ensolaradas manhãs,

Temos apenas medo de vós,

O medo se refere a um futuro próximo à não transparecer como tu és,

O medo de ser essa nuvem negra que tu se tornou.

Medo,

Um dia eu isolo ele,

E o deixarei morrer sozinho.

Raiva

Raiva às pessoas não felizes,

Raiva às quem não merece,

Pois pra quê a serve ?

Afortunadas sereis às árvores mortas,

Mesmo em sua tal inexistência,

Sua grandeza ainda está viva.

Raiva as pessoas que são muito felizes,

Raiva para tirar o sorriso delas,

Um dia a raiva vai embora,

E quando for,

Tu estarás sozinho,

Raiva à tristeza de quem está só.

Falta

A falta é um rio sujo e lamacento

Mas são tantos, será que são tantas faltas assim?

Diga por você, quem sabe até por mim,

E inevitável está em atrito com sí mesmo,

São tantas dúvidas,

Sem ou com respostas

Eu me entristeço e choro ao anoitecer,

O rio já não está mais sujo,

Já não está mais lamacento,

Será que não há falta?

Ou será que não há vida naquele que a sentia?